|
Uma importante vitória para os economistas em termos de valorização profissional: a Lei 12.277/10, sancionada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva em 30 de junho, eleva a remuneração dos economistas que trabalham em vários órgãos da administração pública federal.
“Isto é um estímulo para a carreira do economista, contribuindo para que os jovens façam opção pelo curso e que instituições de ensino reabram os seus vestibulares para Economia. Vemos aí uma tendência no setor público de valorizar os Economistas”.
Em seu capítulo VII, a Lei trata da remuneração de cargos específicos (Engenheiro, Arquiteto, Geólogo, Estatístico e Economista) que desenvolvam suas carreiras nos órgãos listados no Anexo XII. Apenas para dar um exemplo, para a Classe A, Padrão I (remuneração mais baixa da tabela), os economistas que optarem pela nova Estrutura Remunetarória Especial terão vencimento básico de R$ 2.331,02, além de uma gratificação de R$ 31,29 por ponto obtido em avaliação que vai de zero a cem. Até que sejam feitas as primeiras avaliações, os profissionais receberão o correspondente a oitenta pontos (R$ 2.503,20), totalizando uma remuneração de R$ 4.834,02.
A Lei 12.277/10 pode ser lida em sua totalidade clicando AQUI.
Economistas criam Associação juntamente com Estatísticos
Da luta pela aprovação surgiu a Associação Nacional dos Economistas e Estatísticos do Poder Executivo Federal (ANSEEFE) - que será oficialmente fundada no dia 13 de agosto. Vários responsáveis pela iniciativa reuniram-se com a presidência do COFECON no último dia 21 em busca de apoio e realização de atividades conjuntas na valorização do profissional Economista.
Além do presidente Waldir e do vice-presidente Mário Sérgio Sallorenzo, estiveram presentes o presidente do CORECON-DF, José Luiz Pagnussat – que inclusive cedeu uma sala do Regional para as reuniões da ANSEEFE; e os economistas Flauzino Antunes Neto, Sérgio Luiz Rodrigues Torres, Pedro Ciarlini, Francisco Wandercley Menezes da Silva e Roberto Carvalho Costa Filho, todos atuantes em Ministérios.
"Nós percebemos que enquanto estivéssemos agindo individualmente na luta pela aprovação do Projeto de Lei, não chegaríamos a lugar algum. A partir do momento em que nós passamos a falar como Associação, as portas dos gabinetes se abriram para nós", afirmou Flauzino. "Agora queremos trabalhar junto com o COFECON em busca da valorização do Economista".
“O COFECON vê com bons olhos a formação destas associações e dá apoio a iniciativas como esta, que inclusive culminou na aprovação da Lei 12.277/10. Parabenizamos os economistas pelo esforço”, afirmou o economista Waldir Pereira Gomes, presidente do COFECON.
COFECON recebe representantes da Confederação Brasileira de Empresas Juniores
Na manhã do dia 21 de julho o COFECON recebeu a visita dos estudantes Rodrigo Ramalho e Carlos Nepomuceno, representantes da Confederação Brasileira de Empresas Juniores (Brasil Junior). O encontro teve o objetivo de apresentar a entidade (que atualmente reúne 13 federações de empresas juniores, representando 12 estados e o Distrito Federal) e discutir interesses em comum para futuros trabalhos em conjunto.
A presidência do COFECON mostrou-se satisfeita com a oportunidade de aproximar-se dos estudantes. “É fantástico que eles venham em busca da Comissão de Educação”, avaliou o vice-presidente Mário Sérgio Sallorenzo. E defendeu que as parcerias podem ser capilarizadas por meio dos CORECONs, com uma aproximação das federações de empresas juniores. “Temos gente com militância em sala de aula e podemos buscar outros profissionais”.
O presidente Waldir Pereira Gomes, cuja carreira foi desenvolvida na área acadêmica, falou sobre a relação do COFECON com as instituições de ensino superior, que se dá por meio da ANGE (Associação Nacional dos Cursos de Graduação em Economia) e ANPEC (Associação Nacional dos Centros de Pós-Graduação em Economia) e destacou que “o nosso objetivo é ter o melhor profissional”. Neste sentido, apontou para a importância da empresa júnior: “É importante para a instituição de ensino e também para os alunos, que podem ter na prática lições de empreendedorismo”.
________________________________
(*) Jornalista do COFECON
manoel.castanho@cofecon.org.br
(61) 3208 1806
Fotos: Valéria Moraes e Manoel Castanho
|