Medidas de incentivo ao consumo varejista são motivadas pela queda de juros bancários e redução do INPC
Por Edisantos Amorim

O pacote de estímulos às indústrias, a desoneração da folha de pagamento para 15 setores, a prorrogação da redução do IPI para alguns produtos e a queda dos juros praticados pelas estatais brasileiras, Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal tanto para os consumidores quanto para as micro e pequenas empresas levaram moderado otimismo ao comércio varejista. Segundo os dados do IAV-IDV (Índice Antecedente de Vendas), estudo realizado mensalmente com os associados do IDV (Instituto para Desenvolvimento do Varejo), as vendas devem ter uma alta de 6% em abril, em comparação com o mesmo período do ano passado. Porém, este crescimento será inferior aos três primeiros meses de 2012.
O INPC acumulado de Janeiro a Março de 2012 foi de (1.08%), em relação ao mesmo período de 2011, (2,14%) a queda foi de 91%, a relação custo beneficio deste indicador influencia na queda dos preços e na manutenção do emprego.
A expectativa é de que o volume de vendas tenha alta de 5,9% em maio e 5,5% em junho, em comparação aos mesmos meses de 2011. “É importante mencionar que estas estimativas já são posteriores a desoneração do IPI para os produtos de linha branca e móveis.
O setor varejista segue apostando em taxas de crescimentos mais acentuada do que o ano passado, principalmente no que se refere aos bens não-duráveis, como supermercados, hipermercados, farmácias, drogarias, perfumarias e alimentação fora do lar, que devem apresentar forte desaceleração.
O crescimento será tímido não ultrapassando a 1% em abril, 1,5% e maio e para Junho a expectativa é ficar abaixo da casa de 1%.Em contraste a este cenário, o setor de bens semiduráveis, como vestuário, calçados, livrarias e artigos esportivos, prevêem uma perspectiva bem mais otimista para os próximos meses, principalmente pela chegada do outono/inverno e do Dia das Mães.
As vendas devem ter expansão entre 8,3% e 11%, de abril a junho. Na esteira da forte expansão do crédito, o varejo de bens duráveis, como móveis, eletrodomésticos e material de construção, também apresenta elevadas taxas de crescimento, entre 11,% e 12,%, de Abril a Junho.
Destaque para o bem intermediário na linha de telefones celulares que projeta crescimento de 12.5% para Abril e 15% para Junho, já para o setor de informática e suplementos projeta crescimento abaixo da expectativa das indústrias, 4% para Abril e 6% para Junho.
“Os resultados preliminares da economia brasileira indicam cenários bem mais favoráveis em 2012 do que em 2011, principalmente com a manutenção das baixas taxas de desemprego e o aumento da renda e do consumo das famílias”. “As projeções do mercado indicam que a economia brasileira deverá apresentar uma expansão de 3,5% em 2012.
Além disso, outro dado encorajador é a previsão do IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) de atingir 5,06% neste ano, apontando uma convergência da inflação mais próxima à meta de 4,5%.
A iniciativa do governo federal é de estimular o crescimento da economia através de medidas para o aumento do consumo no varejo.
Projeta se o crescimento da economia para 2012 em torno de 3,94% enquanto o PIB recuou de 4.3% para 4%.
Edisantos Amorim
Economista – Conselheiro do Conselho Regional de Economia do Estado de Mato Grosso