CORECON-MT

COMUNICADO CORECON MT


COMUNICADO CORECON-MT 

  

O CONSELHO REGIONAL DE ECONOMIA DO ESTADO DE MATO GROSSO, EM NOME DO CONSELHEIRO EDISANTOS AMORIM, CONVIDA OS COLEGAS ECONOMISTAS PARA WORKSHOP DA COPA QUE ACONTECERÁ NO CENARIUM RURAL NO DIA 19/04/2012 AS 09:00 HORAS, COM O PALESTRANTE O SENADOR DA REPUBLICA O ECONOMISTA “AÉCIO NEVES”.





CORDIAIS SAUDAÇÕES



ADÃO BARBOSA GARCIA
PRESIDENTE CORECON-MT

 

Medidas de incentivo

Medidas de incentivo ao consumo varejista são motivadas pela queda de juros bancários e redução do INPC

Por Edisantos Amorim

 

O pacote de estímulos às indústrias, a desoneração da folha de pagamento para 15 setores, a prorrogação da redução do IPI para alguns produtos e a queda dos juros praticados pelas estatais brasileiras, Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal tanto para os consumidores quanto para as micro e pequenas empresas levaram moderado otimismo ao comércio varejista. Segundo os dados do IAV-IDV (Índice Antecedente de Vendas), estudo realizado mensalmente com os associados do IDV (Instituto para Desenvolvimento do Varejo), as vendas devem ter uma alta de 6% em abril, em comparação com o mesmo período do ano passado. Porém, este crescimento será inferior aos três primeiros meses de 2012.

O INPC acumulado de Janeiro a Março de 2012 foi de (1.08%), em relação ao mesmo período de 2011, (2,14%) a queda foi de 91%, a relação custo beneficio deste indicador influencia na queda dos preços e na manutenção do emprego.

A expectativa é de que o volume de vendas tenha alta de 5,9% em maio e 5,5% em junho, em comparação aos mesmos meses de 2011. “É importante mencionar que estas estimativas já são posteriores a desoneração do IPI para os produtos de linha branca e móveis.

O setor varejista segue apostando em taxas de crescimentos mais acentuada do que o ano passado, principalmente no que se refere aos bens não-duráveis, como supermercados, hipermercados, farmácias, drogarias, perfumarias e alimentação fora do lar, que devem apresentar forte desaceleração.

 O crescimento será tímido não ultrapassando a 1% em abril, 1,5% e maio e para Junho a expectativa é ficar abaixo da casa de 1%.Em contraste a este cenário, o setor de bens semiduráveis, como vestuário, calçados, livrarias e artigos esportivos, prevêem uma perspectiva bem mais otimista para os próximos meses, principalmente pela chegada do outono/inverno e do Dia das Mães.

As vendas devem ter expansão entre 8,3% e 11%, de abril a junho. Na esteira da forte expansão do crédito, o varejo de bens duráveis, como móveis, eletrodomésticos e material de construção, também apresenta elevadas taxas de crescimento, entre 11,% e 12,%, de Abril a Junho.

Destaque para o bem intermediário na linha de telefones celulares que projeta crescimento de 12.5% para Abril e 15% para Junho, já para o setor de informática e suplementos projeta crescimento abaixo da expectativa das indústrias, 4% para Abril e 6% para Junho. 

“Os resultados preliminares da economia brasileira indicam cenários bem mais favoráveis em 2012 do que em 2011, principalmente com a manutenção das baixas taxas de desemprego e o aumento da renda e do consumo das famílias”. “As projeções do mercado indicam que a economia brasileira deverá apresentar uma expansão de 3,5% em 2012.

 Além disso, outro dado encorajador é a previsão do IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) de atingir 5,06% neste ano, apontando uma convergência da inflação mais próxima à meta de 4,5%.

 A iniciativa do governo federal é de estimular o crescimento da economia através de medidas para o aumento do consumo no varejo.

Projeta se o crescimento da economia para 2012 em torno de 3,94% enquanto o PIB recuou de 4.3% para 4%.

Edisantos Amorim

Economista – Conselheiro do Conselho Regional de Economia do Estado de Mato Grosso

   


Página 1 de 17